O que Portugal precisa…(Parte II)

Nem com porrada isto lá vai. Somos um rebanho de meia dúzia de pastores. Num dia uns mandam ir pastar para a serra. Noutro dia outros mandam ir pastar para o vale. Agora não só não nos mandam pastar como ainda por cima querem que façamos dieta.

Povo miserável este que se encolhe demonstrando uma total e completa indiferença pelo seu próprio bem-estar. No entanto só reclama quando os pastores mandam balir, e lá vão eles todos contentes a marchar na avenida ou na praça. Não interessa o que os move mas sim aquele dia feriado que tanto sabe bem.

Qualquer dia vamos ser considerados pela Unesco uma espécie em vias de extinção pela nossa inépcia e incapacidade de usar os sentidos com que nascemos, os olhos e os ouvidos para além do cérebro que começo a duvidar se o povinho português foi abençoado com algum.

Afinal quem manda no nosso paísinho, sim porque é insignificante na comunidade mundial, é uma meia dúzia de percevejos que vivem do parasitismo, o nosso sangue e nós continuamos impávidos e serenos como se os tempos que atravessamos não passassem de uma noite mal dormida.

Será que ainda não percebemos que os ratos substitutos não fazem nada mais nada menos do que continuar a espoliar o povinho que tanto os adora e idolatra? Vemo-los a cortar naquilo que é essencial nas sociedades modernas ditas democráticas que é a educação, a saúde, o direito a uma casa, à segurança, etc., etc., e no entanto comprometem-se a cortar nas despesas e somos surpreendidos que nem sequer nos clipes do escritório cortam, para além de que continuam a engordar com uma tremenda sobrecarga de impostos que afectam sempre os mesmos, NÓS!

Em tempos idos, estas atitudes dos políticos eram tidas com fascistas e despóticas. Hoje não só são aceites pelo rebanho como têm a bênção da comunidade (económica!) europeia. Os nossos pastores não passam de meros serventes de interesses que nada têm a ver com o interesse nacional.

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