O que Portugal precisa…(Parte I)

Depois de termos sido uma das maiores potências mundiais na altura dos descobrimentos acabamos por entrar em declínio até aos dias de hoje.

A história tem-se repetido ao longo dos séculos e se olharmos com atenção acabamos por descobrir que passamos ao lado dos acontecimentos mais importantes da história, senão vejamos:

Tivemos colónias na Asia (Timor, Macau, Goa, Damão e Diu), em África (Angola, Guiné, Moçambique e Cabo Verde) e na América do sul (Brasil). Descobrimos ainda os Açores e a Madeira. Concluindo, demos novos mundos ao mundo para além de que fizemos filhos por todo o lado e mandamo-los chamar pai a outro. Daí a vingança não se ter feito tardar.

Perdemos as colónias para os chineses, os indianos, para os espanhóis, para os holandeses, para os franceses e agora só falta mesmo esta terrinha à beira mar plantada desejada por tantos e desprezada por tão poucos (os nossos políticos!).

O invento da roda, quanto a mim, pertence a um antepassado português e que foi levado por um malfazejo qualquer das tribos do norte a troco de uma morcela ressequida e de um púcaro de vinho azedo.

Todos os grandes inventos de uma forma ou de outra, tenho a certeza, tem uma qualquer alcunha portuguesa, nem que seja o nome da empregada de limpeza ou da cozinheira desses senhores que se apoderaram da fama que por direito deveria ser portuguesa. Mas enfim já estamos habituados a que nos saquem o miolo e nos deixem a côdea.

Tivemos a infelicidade de sermos invadidos por espanhóis e por franceses e nunca tivemos a sorte de se fazerem tratados para levantar a nossa economia e condenar os invasores.

A 1ª Guerra mundial lembrou ao mundo que existíamos e então porque não enviar a maralha portuguesa para ser gaseada nas trincheiras francesas. Compreendo os políticos de então que já que não tinham uma guerra sua pelo menos entravamos na dos outros.

A 2ª Guerra mundial foi pior, aqueles azémolas ignoraram-nos completamente e ainda por cima se deram ao luxo de utilizar o nosso querido país como um pátio sujo onde se podiam fazer todas as porcarias, intrigas, raptos, complôs e sabe-se lá que mais.

O fim da guerra mostrou mesmo quem somos, nada, ninguém, nem uma pálida sombra de país. Ignoraram-nos completamente e lá se fez um Plano Marshal para levantar a Europa e uma vez mais acabamos por descobrir que nem sequer fazíamos parte da dita.

Avançando no tempo até aos nossos dias continuamos a ser ignorados e até espezinhados. Nas guerras do golfo a província espanhola com o nome de Portugal foi usada e abusada como trampolim para as investidas norte americanas no golfo e depois como retaliação, os próprios muçulmanos de uma forma miserável, ignorando a nossa existência, atacam as torres gémeas por serem americanas, atacam Londres por estes mandarem tropas e nós que fomos os culpados de dar guarida e passagem aos aviões americanos nos bombardeamentos somos confundidos como espanhóis e atacam Madrid e a nós nem uma mísera bombinha de cheiro lançaram sobre um qualquer bairro de alfama ao menos como retaliação de sermos estúpidos. Nem isso!!!…

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