O Bilhete da Memória

Onde Começa o Silêncio

A Primavera não Mente.

Capítulo II - O Primeiro Sopro…

A aventura da escrita...

31 de Março de 1975... Ainda os primeiros passos.

A solidão tem formas estranhas de se fazer sentir.

A Arquitectura dos Dias e o Cântico da Gratidão

Um dia de cada vez...

30 de Março de 1975

A Reverberação do Tempo nas Sombras do Papel

Sábado, 29 de Março de 1975

29 de Março de 1975

Escrevo porque

"28 de Março de 1975"

"28 de Março de 1975"

51 e um anos depois...

Excertos...

Primeiro Capítulo dos "Diários da Adolescência"

Lá Onde a Dila Não Estava

Quarta-feira, 26 de Março de 1975

A "Dila"

Tudo começou assim...

Enquanto escrevo...



Antes de Ler



Há diários que são espelhos. Outros são labirintos. Este é um pouco dos dois.

Abrir Diários da Adolescência é como empurrar uma porta antiga: range, resiste um pouco… mas depois cede, e lá dentro está uma vida inteira à espera de ser revisitada. O leitor não encontrará aqui uma narrativa polida nem construída com a intenção de agradar. Encontrará algo mais raro — o registo cru de dias comuns, onde o extraordinário se esconde nos intervalos: nos silêncios, nos olhares, nas palavras que ficaram por dizer.

No início, a escrita surge quase como um gesto mecânico. Os dias alinham-se em sequência: “fui”, “vim”, “depois”, “logo”. Há uma pressa em relatar, mas não ainda em compreender. É a linguagem de quem vive antes de saber que um dia irá recordar. Pode parecer repetitiva, até pobre em reflexão — e é precisamente aí que reside a sua verdade. A adolescência nem sempre se explica; muitas vezes apenas acontece.

Mas, devagar, quase sem dar por isso, algo muda.

A escrita cresce. As frases alongam-se como quem ganha coragem. Começam a surgir fendas por onde espreitam emoções: um ciúme mal disfarçado, uma alegria inesperada, a inquietação de um amor que ainda não sabe o seu nome. O olhar torna-se mais atento, mais demorado. O que antes era rotina passa a ser matéria de dúvida. E é nesse ponto — subtil, mas decisivo — que o diário deixa de ser apenas relato e se transforma em espelho interior.

Ao longo das páginas, o leitor irá notar esse desabrochar. Não é linear nem constante. Há avanços e recuos, dias cheios e dias vazios, momentos de intensidade seguidos de um silêncio quase árido. Convém aceitar esse ritmo, como se aceita o pulsar irregular de um coração jovem. Ler este diário não é procurar acontecimentos grandiosos, mas aprender a escutar o que vibra por baixo deles.

Convém também ler nas entrelinhas. Muitas vezes, o que não é dito pesa mais do que o que foi escrito. Há emoções contidas, talvez por pudor, talvez por promessa, talvez por medo de as fixar no papel e lhes dar demasiada verdade. O leitor atento perceberá que esse silêncio não é ausência — é contenção.

Uma sugestão: não leia depressa. Este não é um livro para ser devorado, mas atravessado. Pare onde sentir necessidade. Volte atrás. Compare dias. Observe como pequenas repetições escondem grandes mudanças. E, sobretudo, permita-se reconhecer — em maior ou menor grau — ecos da sua própria juventude.

Porque, no fundo, este diário não fala apenas de quem o escreveu.

Fala de todos nós, quando ainda não sabíamos bem quem éramos… mas já sentíamos tudo como se fosse eterno.


Sobre Mim

 


Olá eu sou o António.

Escrevo como quem respira fundo.  

Desenho quando as palavras não bastam.  

Tradicionalista no gesto, pacifista no coração

acredito que a beleza está no detalhe, e o tempo é um aliado.

Neste espaço, partilho pedaços do que sou.  

Se quiser, pode ficar por aqui um bocado.


by Castro Dias


https://diarios-da-adolescencia.blogspot.com/

Entre e recue no tempo


Este blogue é um mergulho prolongado nas águas fundas da adolescência, esse território onde tudo arde, tudo pesa, tudo brilha e tudo dói.

Aqui se reconstroem dias, se escutam silêncios, se anotam medos e desejos como quem escreve à margem de um caderno secreto.

Ao longo de cerca de duas mil páginas — sim, duas mil! — poderá acompanhar a viagem de uma alma em formação, onde o amor, a solidão, a amizade, a raiva, a descoberta do corpo e da vida se entrelaçam como fios de uma tapeçaria viva.

É um diário, mas é também um romance. É um relato íntimo, mas universal.

É o registo cru e poético de um tempo em que o mundo parecia começar e acabar todos os dias — e às vezes várias vezes por dia.

Os "Diários da Adolescência" são a lapidação de um diamante em bruto. Contam uma história vivenciada na primeira pessoa há cinco décadas atrás e hoje na sua forma final assume a forma romanceada dessas mesmas vivências. 

Aqui encontrará:

  • o fervilhar das primeiras paixões;

  • o desassossego das escolhas e dos caminhos;

  • o riso absurdo das coisas pequenas;

  • a dor imensa das perdas invisíveis;

  • e a beleza terrível de crescer.

Este espaço não é apenas sobre o passado — é também sobre a coragem de o revisitar.

É para quem viveu, para quem ainda vive, e para quem já esqueceu como era viver com o coração à flor da pele.

Abra este diário. Leia devagar. Ouça a tua própria voz a ecoar por entre estas páginas. E se por acaso se perder… é porque já começou a recordar.


by Castro Dias


https://diarios-da-adolescencia.blogspot.com/

Diários da Adolescência


Um mergulho íntimo no turbilhão dos dias juvenis, 

onde o amor, a solidão e a descoberta 

se escrevem como se tudo fosse a primeira e última vez.

Um diário, um romance, uma viagem ao coração em crescimento.


by Castro Dias


https://diarios-da-adolescencia.blogspot.com/