Galinha poedeira…

Certo dia Zé Cachaça foi dormir. Disse boa noite à mulher, e apagou a luz. Quando acorda, Zé sente-se leve demais, olha para frente e dá de caras com um sujeito barbudo e pergunta:

- Ei!! Quem és tu?? O que estás a fazer no meu quarto?
- Eu sou São Pedro e você não está no seu quarto, está no céu.

Zé fica desesperado

- Não é possível, eu não posso morrer caralh*!! Ainda tenho de comer umas gajas….
- Meu filho, você só poderá voltar, se for na forma de cadela ou galinha.

Zé fica pensativo... 'Cadela é fod*, na época do cio vários cachorros enrrabam ela, já a galinha... eu nunca vi piroc* de galo, deve ser pequeno'; responde rápidamente:

image- Eu quero voltar como galinha!

Num piscar de olhos... BUUUMMM! Zé vê-se num galinheiro. Olha para si e tem a confirmação:

- CARALH*!!! sou uma galinha!

Quando Zé olha pra frente, vê o galo vindo na sua direcção:

- Putz! O que que eu faço agora?

E o galo pergunta:

- Você é nova aqui no galinheiro, certo?
- Sim, sou sim.
- Bom... aqui só tem duas opções... ou você vai para a ala das reprodutoras ou para a ala das poedeiras.

Zé pensa.... 'Se eu for para a ala da reprodução vou ter que dar o c* para esse fdp..., mas também não sei por ovos...'

- Bom, eu não sei por ovos!

O galo prontamente se dispõe a ensinar Zé a por ovos:

- Bom... é o seguinte... senta-te, levanta a asinha esquerda duas vezes e faz cócórococó!!

Zé segue os passos que o galo lhe disse e... PLOC, sai um ovo... Zé empolga-se... tenta mais uma vez e....PLOC, sai outro ovo.

- Porra! Estou começando a gostar disto de ser galinha.

Quando Zé começa a fazer mais uma vez a por outro ovo, ouve o grito da sua mulher:

- PORRA ZÉÉÉ!!! ACORDA SEU BÊBADOOO DE MERD*..! ESTÁS A CAGA* A CAMA TODA!!

Oximoro no discurso político…

Apesar da retórica ou seja da arte de bem falar dos nossos políticos e da dialética como forma engenhosa de argumentação surge o oximoro dissimulando os arremedos ou imitação ridícula e imperfeita da insípida retro-sabedoria dos ditos.

O oximoro filosófico perfaz um repasto insalubre das incongruências que o discurso político nos tem, povinho, alimentado.

Se analisarmos pormenorizadamente a vociferação dos doutos políticos, refiro-me a todos aqueles que se alimentam vorazmente do parco pecúlio daqueles que sustentam a economia ou seja nós.

Não querendo acabar com o quebranto dos poleiro-dependentes (este termo deveria fazer parte do dicionário como se referindo aos políticos e/ou corruptos, aos gestores públicos, aos instituto-dependentes, aos ex-ministros futuro-directores/presidentes/administradores de lobbies-empresas manipuladas, etc. etc.), continuando, dizia que para não quebrar com a magia que “eles” criam, nós povinho no silêncio das noites deveríamos conjugar o verbo amar o país e o verbo derrubar o sistema, caindo na redundância, de forma sistemática.

Um sistema que se diz democrático onde a liberdade está contida na sua constituição e onde os direitos e garantias é palavra corrente, acaba por ser um logro e um enorme oximoro como uma combinação engenhosa de palavras contraditórias ou incongruentes que é usada a bel-prazer pelos eleitos da nação.

Enquanto o sistema se mantiver, entenda-se por sistema todo o envoltório político e económico e a promiscuidade entre os detentores dos poderes adjacentes, as sociedades jamais recuperarão a sua identidade e independência.

Diz o ditado popular: “Mata-se o bicho, acaba a peçonha!”. Ita sit”

Portagens e radares…

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Carro eléctrico português…

Acabem lá com isso!… Eu espero…

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Acção policial…

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Apanhado sem documentos…

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ESTES PIOLHOSOS QUE GOVERNAM PORTUGAL…

 

Eça dizia que Portugal era “um sítio”, ligeiramente diferente da Lapónia que nem sítio era. O rei D. Carlos achava Portugal “uma piolheira”, “um país de bananas governado por sacanas”. Alexandre O’Neill referia-se-lhe como “três sílabas de plástico, que era mais barato”, “um país engravatado todo o ano / e a assoar-se na gravata por engano.”

Um sítio, uma piolheira, três sílabas de plástico – a síntese perfeita do esplendor da pátria. “No sumapau seboso da terceira / contigo viajei, ó país por lavar / aturei-te o arroto, o pivete, a coceira / a conversa pancrácia e o jeito alvar” (O’Neill).

Arroto, pivete, coceira, conversa pancrácia, jeito alvar.

Assim continua a ser Portugal. Um país de juízes confessadamente incompetentes. Exemplos?

O processo dos CTT que envolve o ex-presidente Carlos Horta e Costa – um juiz de Lisboa declarou-se incompetente para o julgar e remeteu-o para Coimbra onde uma juíza se declarou igualmente incompetente! 

O processo TagusPark, nascido de uma certidão extraída do Face Oculta – um juiz da 8ª Vara Criminal de Lisboa declarou-se incompetente e vai mandar o processo para Aveiro onde, é suposto, se revele publicamente a auto-incompetência de qualquer outro “meritíssimo”, passe a ironia que o adjectivo explicita.

Ainda em Lisboa, dois juízes de diferentes varas declararam-se incompetentes para apreciar o processo contra três administradores da empresa gestora dos bairros sociais, a Gebalis!

O julgamento do processo-crime do BCP foi adiado sine die, provavelmente à espera de um juiz que, finalmente, se possa considerar competente. Que fazem nos tribunais juízes que confessam a sua própria incompetência?

Afinal de contas, uma parte dos nossos “meritíssimos” apenas se revela em toda a sua competência nos julgamentos de “pilha-galinhas” ou quando apanha um desgraçado que, famélico, tropece num pacote de bolachas que lhe cai inadvertidamente no bolso num supermercado qualquer! Pena pesada no lombo do “criminoso”, exemplo que fica como uma espécie de compensação para a incompetência declarada em julgamentos de processos de crime económico! E não há remédio senão suportar este “pivete”, este “arroto” permanente de uma justiça ao nível desta “piolheira” lusíada.

Desta “piolheira” lusíada governada por “sacanas” a praticar uma política demencial.

O Gasparinho das finanças, por exemplo, que afirma numa entrevista ao Expresso: “Não sou nem nunca fui um banqueiro central. Caracterizar-me-ia como um bancário central”!! Esta espécie de “mr. Bean” do governo parece-me um alter-ego de Armando Vara, com um percurso político a evoluir de uma forma similar à do génio socialista que, como é sabido, começou como bancário, ao balcão de uma agência da CGD, e acabou a banqueiro, no Conselho de Administração. O Gasparinho ainda vai na fase do bancário. Não tardará muito (basta-lhe sair do governo, como é costume) a chegar a banqueiro. E pode até acabar mesmo a trocar robalos por alheiras!

E o Álvaro da Economia? Que “passou a vida” entre cangurus no Canadá e que deve ter sido convencido, provavelmente pela economia de um deles, que, aumentando as horas de trabalho para os trabalhadores no activo, conseguiria reduzir o desemprego!

Permitam-me que exprima aqui sérias reservas a propósito da sanidade mental do… canguru inspirador.

E Passos Coelho? O que terá levado um ex-jotinha sem currículo, sem cultura, sem uma só ideia para o país, sem uma única solução para nos tirar da crise, a desejar ser primeiro-ministro?

A resposta só pode ser uma – os seus “quinze minutinhos” de fama. Ao nível de um qualquer candidato a “estripador de Lisboa” ou a entrar na “Casa dos Segredos”, muito provavelmente a única “vacaria” do país onde se “ordenham bois”.

Que me desculpem a grosseria imagística que me ocorreu tão só porque li que uma das concorrentes masturbara um daqueles grunhos enquanto os outros foçavam, grunhindo sobre os pratos! É este o “país por lavar” a exalar um “pivete” que tresanda e que pode levar a um desejo incontido de fugir desta atmosfera fétida, deste “sítio” miserável, sem esperança e sem futuro. Mas jamais as palavras criminosas de Passos Coelho incitando a uma emigração forçada, que apenas comprovam o seu raquitismo mental.

Enfim um “país” indigente, dirigido por uma “colecção grotesca de bestas”, para utilizar uma feliz síntese queirosiana.

“E, de repente, ninguém resmungou com a sua ração. As quezílias e a inveja, que eram coisas normais do passado, quase que desapareceram”, escreveu George Orwell no “Triunfo dos Porcos”, ironizando sobre a passividade humana.

Esta “glorificação da inércia” que nos anestesia a todos e que leva os portugueses a aceitarem passiva e reverentemente a “ração” que lhes dão por esmola, esquecendo aquelas que criminosamente lhes tiram. E que escrevem mensagens de Natal como esta: “Nestes tempos difíceis que atravessamos, como se fossem rios medonhos e perigosos de tão revoltos, a solidariedade deve ser vista como a mãe de todos os portugueses.” Que merda de gente!

Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos

de 28 de Dezembro de 2011.

Sócrates, afinal, é um exemplo a seguir…

Se todos os políticos o seguissem e fossem viver para o estrangeiro...
vivia-se muito melhor em Portugal!.

Coisas do z'angola…

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Ping Pong institucional…

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Poema de agradecimento à corja

Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado
pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem
dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.


Joaquim Pessoa


imageJoaquim Pessoa nasceu no Barreiro em 1948.
Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa.
O primeiro livro de Joaquim Pessoa foi editado em 1975 e, até hoje, publicou mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram lhe atribuídos os prémios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prémio de Literatura António Nobre e o Prémio Cidade de Almada.
Poeta, publicitário e pintor, é uma das vozes mais destacadas da poesia portuguesa do pós 25 de Abril, sendo considerado um "renovador" nesta área. O amor e a denúncia social são uma constante nas suas obras, e segundo David Mourão Ferreira, é um dos poetas progressistas de hoje mais naturalmente de capazes de comunicar com um vasto público.
Bibliografia: "O Pássaro no Espelho", "A Morte Absoluta", "Poemas de Perfil", "Amor Combate", "Canções de Ex cravo e Malviver", "Português Suave", "Os Olhos de Isa", "Os Dias da Serpente", "O Livro da Noite", "O Amor Infinito", "Fly", "Sonetos Perversos", "Os Herdeiros do Vento", "Caderno de Exorcismos", "Peixe Náufrago", "Mas.", "Por Outras Palavras", "À Mesa do Amor", "Vou me Embora de Mim".

Como os tempos mudaram...!!!

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Na época da ditadura...

Podíamos acelerar os nossos automóveis nas auto-estradas acima dos 120km/h sem nenhum risco  e não éramos multados por radares maliciosamente escondidos mas... não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos comprar armas e munições à vontade, pois o governo sabia quem era cidadão de bem, quem era bandido e quem era terrorista mas... não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos dar piropos à funcionária, à menina do "guiché" das contas a pagar ou à recepcionista sem correr o risco de sermos processados por "assédio sexual" mas... não podíamos falar mal do presidente.

Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (ei! preto!), credos (esse crente aí!) ou preferências sexuais (fala! sua bicha!) e não éramos processados por "discriminação" por esse motivo mas... não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos tomar nossa redentora cerveja no fim do expediente do trabalho para relaxar e conduzir o carro para casa, sem o risco de sermos jogados à vala da delinquência, sendo presos por estarmos "alcoolizados" mas... não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos cortar a árvore do quintal, empestada de pragas, sem que isso constituísse crime ambiental mas... não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos ir a qualquer bar ou boite, em qualquer bairro da cidade, de carro, de autocarro, de bicicleta ou a pé, sem nenhum medo de sermos assaltados, sequestrados ou assassinados mas... não podíamos falar mal do presidente.

Hoje, a ÚNICA coisa que podemos fazer.... é falar mal do presidente.

Camões actual…

                                                                     I

As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!
  II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!
  III
Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.
   IV
E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!


      Luiz Vaz Sem Tostões

Escrito por um anónimo